terça-feira, 22 de novembro de 2016

{RESENHA} A Casa dos Macacos - Sara Gruen

Isabel Duncan, cientista do Laboratório de Línguas dos Grandes Símios, ama sua profissão e, acima de tudo, os seis primatas da espécie bonobos que vivem no centro de pesquisa da Universidade do Kansas. Mbongo, Sam, Lola, Jelani, Makena e Bonzi são macacos especiais, pois além de se comunicarem com uma linguagem própria eles também aprenderam LAS (Língua Americana de Sinais) conseguindo, dessa forma, dialogar com seres humanos.

Foto: Lu Garcia

Porém, uma explosão criminosa liberta os animais e deixa a pesquisadora gravemente ferida. Uma organização denominada LLT (Liga de Libertação da Terra) publica um vídeo na internet assumindo a autoria do atentado, onde alegam defender os primatas de maus tratos e experiências pervertidas. Depois disso, os bonobos são vendidos para um comprador que exige anonimato.

Isabel se desespera por não saber para onde eles foram, se estão sendo bem tratados e por se sentir impotente em uma cama de hospital. Algum tempo depois, ela se depara com um painel digital com a imagem de Bonzi, uma data e um endereço da internet. No dia anunciado, estreia um reality show criado por uma empresa de pornografia chamada Faulks Enterprises e... adivinha quem são os participante... os bonobos. Imediatamente Isabel reúne amigos para tentar deter a exibição (e porque não dizer exploração midiática) dos símios como também recuperá-los. Ela contará com a ajuda de John Thigpen, um jornalista em busca do furo de reportagem que dará um up em sua carreira.

Minha Percepção - A Casa dos Macacos, assim como Água para Elefantes, é um livro bem estruturado, bem escrito, de fácil assimilação e sem fatos surpreendentes. A leitura é fluente do inicio ao fim (tanto que li em três dias), sendo que o foco da trama são os bonobos, embora a autora tenha entrado em detalhes da vida pessoal de seus personagens humanos e seus conflitos sociais.

Com certeza recomendo este título de Sara Gruen, principalmente aquelas pessoas interessadas nos nossos parentes primatas. Aproveitando o gancho, comecei a ler um exemplar pequeno (85 páginas) do médico Drauzio Varella intitulado Macacos, o qual aborda características gerais dos grandes símios (Orangotangos, Gorilas, Chimpanzés e Bonobos) e as semelhanças com o ser humano para que possamos compreender melhor o homem - aliás nós cinco somos descendentes do mesmo ancestral. Muitas coisas chamaram minha atenção: somente mulheres e fêmeas de orangotangos resistem violentamente ao estupro; entre os gorilas, é comum o macho bater na fêmea, sendo que elas não se unem contra ele e são submissas, fazendo o máximo possível pela reconciliação; os chipanzés e os homens são os únicos que se reúnem para assassinar seu semelhante de forma planejada; os bonobos são comunidades matriarcais, ou seja, quem manda são as fêmeas, dificilmente há conflitos e relações homossexuais são frequentes. Sempre soube que tínhamos muito em comum, mas não tanto! 

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

{RESENHA} Água para Elefantes - Sara Gruen

Jacob Jankowski é um homem de 93 anos de idade (ou 90, nem ele sabe dizer) que vive em uma casa de repouso desde que ficara viúvo. Embora seja bem velhinho, com saúde frágil e debilitada, a chegada de um circo na cidade o faz recordar com nitidez de sua juventude, mais especificamente, da época em que trabalhara em um. Dentre estas lembranças há um segredo cujo nunca fora revelado a ninguém, até o momento...

Foto: Lu Garcia

Aos 23 anos, Jacob está prestes a se tornar um veterinário, basta prestar as últimas provas e ser aprovado. No entanto, seus pais sofrem um acidente fatal de automóvel e esse acontecimento mudará para sempre o curso de sua vida. Desnorteado, ele abandona a faculdade e pula dentro de um trem em movimento. O que ele não sabe é que embarcou no Esquadrão Voador do Circo Irmãos Benzini, O Maior Espetáculo da Terra; onde, mesmo sem diploma, é contratado para cuidar do animais. É em meio a belas apresentações e humilhações constantes por parte dos tiranos Tio Al e August que ele se apaixona duas vezes: primeiro por Marlena, a estrela da trupe, e por Rosie a elefante, aparentemente burra, que fora comprada para salvar o circo da falência.

Minha Percepção - Há muito tempo atrás eu assisti ao filme baseado nesta novela de Sara Gruen, mas confesso que não me recordo com exatidão dele. Mesmo assim, me arrisco a dizer que as partes com o velho Jacob não foram filmadas ou adaptadas para o cinema (se eu estiver errada, por favor me corrijam). De qualquer forma, vou revê-lo para ter certeza disso.

O livro é narrado em primeira pessoa, pelo próprio Jacob, já na sua velhice. Os capítulos são alternados, ora contando sobre o Circo dos Irmãos Benzini, ora relatando o cotidiano em meio a outros idosos, enfermeiras e médicos, bem como as dificuldades da idade já avançada. Então você poderá pensar que a ficção é chata, pois é contada por um "velho gagá". Veementemente, afirmo que não! Na verdade são até engraçadas porque ele fala sobre a forma com que as pessoas mais velhas são tratadas, como se não tivessem vontades ou escolhas. Em suma é um título sem muitas surpresas no decorrer da trama, que flui rapidamente; até que você chega nas páginas finais e se depara com o tal segredo que ele guardou por 70 anos: fiquei boquiaberta! Em seguida, o velhote toma um decisão que me deixou tipo: "Ah Meu Deus"...

terça-feira, 8 de novembro de 2016

{RESENHA} O Menino do Pijama Listrado - John Boyne

Bruno é um garoto de 9 anos de idade que leva uma vida tranquila, confortável e feliz. Um dia, ao retornar da escola, flagra Maria, a criada, arrumando seus pertences em caixotes de madeira e recebe a notícia de que a família toda mudará de Berlim para a casa do Campo de "Haja-Vista", onde seu pai, promovido a comandante pelo "Fúria", tem atividades importantes para executar. Bruno fica muito chateado com a novidade: ele precisará sair da escola, se afastar dos três melhores amigos e deixar para trás a casa espaçosa onde sempre fora muito feliz para viver em outra extremamente velha, feia e no meio do nada, onde não há vizinhos, nem crianças com quem brincar; sem mencionar os soldados mal humorados que entram e saem como se fossem os donos da propriedade e não os subordinados de seu pai.

Foto: Lu Garcia

No entanto, ele avista da janela de seu quarto um amontoado de tendas dentro de um cercado cujos moradores, além da aparência medíocre e imunda, vestem roupas exatamente iguais: um conjunto de pijama cinza listrado. Curioso, o garoto sai para explorar aquela terra inóspita e chega até a cerca onde um menino chamado Shmuel está sentado no chão, com semblante triste e infeliz. Esse é o inicio de uma grande amizade, sincera, verdadeira, intensa a qual culminará em um desfecho surpreendente e chocante.

Minha Percepção - Antes mesmo de ler o livro eu já havia assistido ao filme e achado muito bom. Confesso que isso me ajudou bastante, caso contrário, não sei se teria compreendido as mensagens indiretas do autor, uma vez que se trata de um livro que relata as experiências de uma criança e sua visão infantil, e até mesmo inocente, sobre o Holocausto. O livro se refere (o tempo todo) a Hitler como o "Fúria" que na verdade é Fuhrer; e "Haja-Vista" nada mais é do que o Campo de concentração de Auschwitz, um dos palcos dos horrores da Alemanha Nazista. Então, na minha opinião, o livro é um pouquinho confuso, justamente por narrar a forma como a criança sente aquilo que a rodeia. Fato é que eu recomendo essa leitura! Salientando que John Boyne não detalha a guerra ou o Nazismo em si, mas salienta o sentimento puro de duas crianças no meio de toda a injustiça e preconceito que realmente ocorreu na época.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

{RESENHA} Stephenie Meyer: A Rainha do Crepúsculo - Chas New Key-Burden

Como sugere o título, este livro conta a história de Stephenie Meyer e sua trajetória até ficar extremamente famosa - e rica - com a publicação daquele que seria o primeiro exemplar da Saga Crepúsculo. Trata-se da biografia da escritora com ênfase na série de vampiros que conquistou o mundo; narra como se deu a ideia original a qual se transformaria em um sucesso, não só nas livrarias como também no cinema.

Obviamente, o leitor conhecerá um pouco mais sobre a infância de Meyer, sua vida acadêmica, sua rotina como mãe de três garotos e esposa, sua relação com a religião mórmon e o talento de contar histórias cujo se manifestara quando criança. Um ponto interessante sobre a personalidade da autora é sua humildade e simplicidade, mesmo com tantos fãs lhe adorando, com suas obras entre os melhores best-sellers e sendo considerada uma das pessoas mais influentes.

Foto: Lu Garcia

Convidada pela banda de rock Jack's Mannequim, ela escreveu dois tratamentos para um clipe mostrando novamente sua facilidade em criar. Aliás, diga-se de passagens, é um dos grupos musicais favoritos dela! Outra novidade para a escritora fora o convite para fazer uma pontinha na adaptação de Crepúsculo para as telonas: ela topou, mas sem falas!

Minha Percepção - Assistindo o filme pela milésima vez, lembro de ter visto uma mulher que me lembrou a Stephenie, cheguei a pausar pra ter certeza, mas ainda assim continuei na dúvida, depois de ler sua biografia descobri que era ela mesma! A cena é aquela da Bella no restaurante conversando com o Charlie onde a garçonete pergunta se a policia descobriu quem cometera os assassinatos na região, mas antes ela entrega um prato a escritora, sentada no balcão.

Como fã da série, fiquei surpresa ao descobrir quão pouco eu sabia sobre seu inicio e sua criadora. Não imaginava, por exemplo, que ela sonhara com uma das principais cenas de seu primeiro livro, que, até então, não havia cogitação de ser publicado: o único publico que ela tinha em mente ao digitar os primeiros esboços era ela própria! Convencida a publicar, entrou em contato com 15 agências enviando-as uma sinopse de Crepúsculo, 9 rejeitaram e 5 nem se deram ao trabalho de responder! Depois disso, só consigo pensar no arrependimento que devem ter sentido ao perceber que perderam uma oportunidade e tanto ao verem o sonho de Stephenie, literalmente, se tornar realidade...

sábado, 29 de outubro de 2016

{RESENHA} Histórias de Sherlock Holmes - Arthur Conan Doyle

Mais uma vez subestimei Conan Doyle ao não esperar mais do que relatos compilados pelo leal amigo e companheiro de Sherlock Holmes. Logo no inicio o autor nos presenteia com um prefácio, assinado por ele mesmo, contando um pouquinho de sua história com a dupla, sobre as vantagens e desvantagens de ter dispensado suas energias quase que exclusivamente a ela e declarando que sua criação também deve seguir o rumo natural da vida - seja ela real ou inventada, todos deixaremos de existir. Pede que os leitores se despeçam do investigador e agradece pela fidelidade do público, desejando que outros possam ocupar o lugar agora vago...

Foto: Lu Garcia

Títulos do romance:

1. Prefácio;
2. A Aventura do Cliente Ilustre;
3. A Aventura do Soldado Descorado;
4. A Aventura da Pedra Mazarin;
5. A Aventura das Três Cumeeiras;
6. A Aventura do Vampiro de Sussex;
7. As Aventuras dos Três Garridebs;
8. O problema da Ponte Thor;
9. A Aventura do Homem que andava de Quatro;
10. A Aventura da Juba do Leão;
11. A Aventura da Hóspede Velada;
12. A Aventura de Shoscombe Old Place;
13. A Aventura do Negro Aposentado.

E não pense que esta é a unica novidade, aqui também há contos narrados por Sherlock Holmes! Os quais datam da época em que Watson casou-se e não participava com frequência de seus casos. O detetive enfatiza a importância de ter o amigo como ajudante e cronista de seus feitos, embora julgue que o médico exagere em seus finais... Além disso, demostra um certo ressentimento e ciúme com relação a Mary (como mostram os filmes haha), acredita que o companheiro tenha sido egoísta ao abandoná-lo...

Minha Percepção - Ao ler o último conto do último livro publicado por Arthur Conan Doyle, cheguei a conclusão de que o autor preferia criar textos curtos a romances longos - mesmo que os primeiros exigissem mais inventividade. O que me faz acreditar nisso são os números: dos 60 casos registrados por Watson, apenas 4 são novelas complexas e cheias de detalhes, sendo que nelas também é possível perceber a qualidade da escrita e retórica perfeita. E sobre o desejo do escritor: só posso dizer que, quase 90 anos depois de sua última publicação, ainda não surgiu a dupla que irá desbancar Holmes e Watson... 


sexta-feira, 28 de outubro de 2016

{RESENHA} Os Últimos Casos de Sherlock Holmes - Arthur Conan Doyle

A iniciar este livro, sinceramente, não esperava me surpreender. Explico: não mais do que já é esperado quando se trata de Arthur Conan Doyle e sua genialidade. Então, me deparo com um prefácio, coisa que não há nos demais contos! Nele, Watson relata que o amigo está aposentado, residindo em uma área rural, pesquisando abelhas e que, embora vivo, sofre com doenças da idade.

Foto: Lu Garcia

Títulos do romance:

1. Prefácio;
2. O Caso da Vila Glicínia;
3. O Caso da Caixa de Papelão;
4. O Caso do Círculo Vermelho;
5. O Caso dos Planos do Bruce-Partington;
6. O Caso do detetive Agonizante;
7. O Caso do Desaparecimento de Lady Frances Carfax;
8. O Caso do Pé do Diabo;
9. Seu Último Caso: Um Epílogo de Sherlock Holmes.

Minha Percepção - Ao iniciar o segundo conto (O Caso da Caixa de Papelão - 1917) senti uma espécie de déjà Vu, como se já tivesse lido aquele texto... mas com absoluta certeza de que não conhecia a história. Foi então que tive a ideia de dar uma olhadinha nos outros volumes e eis que encontro outra narração (O Paciente Interno - 1894) com mesmo inicio e diferença de 23 anos entre uma publicação e outra. Será que o escritor esqueceu que já havia descrito aquela situação?? Foi, no minimo, curioso, pois não imagino Sir Arthur com preguiça de criar uma introdução em seu relato. Embora remoto, é um acontecimento plausível... infelizmente ele não se encontra entre nós para responder essa questão...

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

{RESENHA} O Vale do Medo - Arthur Conan Doyle

Sherlock Holmes recebe uma mensagem cifrada de um sujeito que se auto identifica como Fred Porlock. A carta alerta-o para um crime que deverá ocorrer em Birlstone, cuja vítima é o proprietário da mansão, o sr. John Douglas. No entanto, o detetive não consegue evitar o assassinato e é convidado pelas autoridades a participar e contribuir com a investigação. Chegando no local ele e seu leal companheiro, o Dr. Watson, percebem que há muitas informações inusitadas. Entre elas, uma marca feita a ferro no braço do morto, a qual consiste em um triângulo dentro de um círculo, sugerindo ser o símbolo de uma ceita ou sociedade secreta.

Foto: Lu Garcia

O homem fora atingido por um tiro de uma espingarda com cano serrado diretamente no rosto, o que o deixou desfigurado. Mas o biotipo e a tatuagem confirmam sua identidade. Sendo assim, surgem várias perguntas: Como ou quando o assassino entrou na propriedade, uma vez que a casa é circundada por um fosso e possui uma ponte levadiça que é recolhida todos os dias antes do anoitecer? E como fugiu a seguir, devido a ausência de pegadas que sinalizariam que o criminoso atravessou o fosso a nado? Será que ele teve um cúmplice de dentro da residência? Ou ainda está entre os moradores?

Sobre o cadáver, o malfeitor deixou um cartão com a inscrição "V. V. 341". Mas o que isso significa? Será a forma de comunicar a alguém que a vítima fora liquidada? Não houve roubo, exceto da aliança do morto... Isso indica um crime passional? Watson acredita que sim, após flagrar a viúva de Douglas em uma situação íntima e descontraída com o Sr. Cecil Barker, melhor amigo do falecido, que se encontra hospedado na mansão. No entanto, levar o anel não é uma forma de atrair a atenção da policia??

Minha Percepção - A narração é dividida em duas partes, sendo a primeira repleta de curiosidades, intrigas, desconfianças, pistas falsas e depoimentos controversos. A segunda, conta a história do jovem Douglas, destemido, persuasivo, cativante e de personalidade forte... Aqui o leitor tem a oportunidade de conhecer melhor a vítima e descobrir o motivo do atentado contra sua vida: uma vingança. Mais do que isso: mergulhamos no Vale do Medo, uma região dos Estados Unidos rica em carvão e minério de ferro onde impera a lei dos Scowrer, uma organização de matadores profissionais que vivem as margens da lei explorando pequenos empresários e moradores da vila.

Esta obra me lembrou Um Estudo em Vermelho, também composto por dois relatos intimamente ligados onde o segundo conto, mesmo sem a presença de Holmes, é tão interessante e exitante quanto o primeiro, tamanha a genialidade do autor ao usar as palavras. Ressalto que já havia lido sob o título O Vale do Terror e agora tive a oportunidade de apreciar o exemplar novamente graças a coleção  da Editora Nova Fronteira composta por quatro volumes contendo a obra completa de Arthur Conan Doyle.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

{RESENHA} A Volta de Sherlock Holmes - Arthur Conan Doyle

Este é outro livro de contos do detetive mais sagaz e enérgico de Londres. Aqui, começo a invejar pra valer a engenhosidade de Sir. Arthur Conan Doyle... pois são treze histórias completamente distintas de qualquer outra já publicada (ou que eu tenha lido) até agora. Haja ideias hein! Logicamente, minha narração preferida é a primeira, ou seja, A Aventura da Casa Vazia, uma vez que trata-se do retorno de Sherlock Holmes (desaparecido desde o confronto com o professor Moriarty).

Foto: Lu Garcia

Títulos do romance:

1. A Aventura da Casa Vazia;
2. A Aventura do Construtor de Norwood;
3. A Aventura dos Homenzinhos Dançantes;
4. A Aventura da Ciclista Solitária;
5. A Aventura da Priory School;
6. A Aventura de Black Peter;
7. A Aventura de Charles Augustus Milverton;
8. A Aventura dos Seis Napoleões;
9. A Aventura dos Três Estudantes;
10. A Aventura do Pincenê Dourado;
11. A Aventura do "Three-Quarter" Desaparecido;
12. A Aventura de Abbey Grange;
13. A Aventura da Segunda Mancha.

Minha Percepção - Como já mencionei, este volume me deixou perplexa diante da tamanha genialidade do autor (mesmo tendo consciência disso). Na minha opinião, contos exigem muito mais da criatividade de seu criador do que histórias longas, embora dispensem os detalhes. O título que se destacou, para mim enquanto legente, foi o terceiro, o dos homenzinhos dançantes cujo começaram a aparecer rabiscados em papeis e até mesmo nas paredes de uma residência, dando a impressão de que se trata de travessuras infantis, mas que representam algo muito mais perigoso...

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

{RESENHA} O Cão dos Baskerville - Arthur Conan Doyle

Uma antiga lenda parece exercer influência sobre a vida de qualquer homem cuja descendência venha dos nobres Baskerville. Conta-se que Hugo Baskerville era um homem violento e impetuoso, assim sendo, sequestra uma jovem que também residia em Dartmoor mantendo-a refém em sua rica mansão. No entanto, a moça consegue escapar. Furioso, o malfeitor sai a caça de sua vítima sem imaginar que selava seu próprio destino bem como de todos que viriam depois dele, isto é, fora castigado por suas crueldades: durante a perseguição é morto por um enorme cão negro e diabólico...

Até hoje os camponeses que vivem ali acreditam que a região não é um local auspicioso para qualquer Baskerville, pois alguns juram escutar os uivos da fera a espreita de sua próxima vítima amaldiçoada. De fato, muitos membros da família morreram de forma estranha e não é de se admirar que Sir. Charles Baskerville tenha desenvolvido sérios problemas cardíacos por temer a lenda, já que reside no condado e acredita piamente na existência do medonho animal que os assola. Isso até seu corpo ser encontrado próximo ao pântano, sem marcas que acusassem assassinato... ao lado do cadáver havia somente pegadas enormes de um cão... a pericia concluiu que o homem morrera de pavor...

Foto: Lu Garcia

Mas o que ele poderia ter visto para desencadear um ataque fulminante? Seria o macabro cão dos Baskerville? É para investigar até que ponto o sobrenatural atua, que Sherlock Holmes é consultado com urgência por um amigo e médico da família, uma vez que o último Baskerville, Sir. Henry, herdou todas as propriedades e deve se mudar para a mansão em breve. Mesmo sabendo da existência desta terrível lenda, é seguro para o baronete morar no lugar onde seus antepassados conheceram a morte prematura e sinistra?

Minha Percepção - O que este livro de Arthur Conan Doyle tem em comum com as suas demais obras é a narração envolvente e intrigante. Mas quero ressaltar o que há de diferente nela, em outras palavras, é um volume que aborda, a priori, um assunto sobrenatural do inicio ao fim, inclusive nas páginas finais quando Holmes está pondo em xeque as teorias do caso e o legente finalmente se depara com o cão infernal, negro, enorme e com fogo saindo pelas narinas e boca. Em nenhum momento da história acreditei que havia mesmo um cão e menos ainda nestas condições. Então, me perguntei: Como assim? Como é possível? É um cão do inferno mesmo!! Pois é isso que o detetive nos explica!

Outra coisa inédita é a ausência de Sherlock Holmes, praticamente, ele aparece no começo e na conclusão da trama. Contudo, não pense que a história é desinteressante. Muito pelo contrário, dá um toque a mais de mistério (como se precisasse), parecendo que o investigador não se interessou pela tragédia da família, afinal é só uma lenda, não?

domingo, 4 de setembro de 2016

{RESENHA} Memórias de Sherlock Holmes - Arthur Conan Doyle

O livro Memórias de Sherlock Holmes faz justiça ao que propõe Arthur Conan Doyle ao publicá-lo, uma vez que contém onze contos diferentes e independentes os quais recordam alguns dos casos em que o detetive se envolvera. A formula, nós leitores e fãs do excêntrico investigador, já sabemos de cor e salteado, mesmo assim não me canso dos seus métodos de observação sempre produtivos e certeiros.

Foto: Lu Garcia

Títulos do romance:

1. Silver Blaze;
2. O Rosto Amarelo;
3. O Corretor;
4. Gloria Scott;
5. O Ritual Musgrave;
6. Os Senhores de Reigate;
7. O Aleijado;
8. O Paciente Interno;
9. O Intérprete Grego;
10. O Tratado Naval;
11. O Problema Final.

Narrações de aventuras vividas por Holmes com seu leal amigo, Watson, não é nenhuma novidade para quem os conhece. Porém, o diferencial de alguns destes textos é a menção sobre a juventude do detetive, mais especificamente dos seus tempos de faculdade, o que nos permite conhecê-lo melhor como também entender que seus métodos analíticos e dedutivos já faziam sucesso na época.

Minha Percepção - Já manifestei opinião positiva em relação a livros compostos por contos, simplesmente porque a leitura torna-se dinâmica. Sem querer dar spoiler, é neste livro que está a polêmica história do fim de Holmes, digo polêmica porque ela rendeu criticas e reclamações ao autor, que cedeu a pressão dos legentes e ressuscitou o investigador no caso intitulado  A Aventura da Casa Vazia. Além disso, nos deparamos pela primeira vez com o antagonista das ficções de Arthur Conan Doyle, ou seja, o professor Moriarty, que é o equivalente intelectual de Sherlock Holmes, mas que usa seus talentos a favor do crime e contra as leis...

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

{RESENHA} As Aventuras de Sherlock Holmes - Arthur Conan Doyle

Um livro, doze histórias e muita análise dedutiva... Este livro é composto por várias narrações (feitas pelo Dr. Watson como de costume) contando os casos mais intrigantes e peculiares do já conhecido detetive londrino. Quem leu O Sinal dos Quatro sabe que o médico agora é casado e não reside mais com Holmes, mesmo assim, sempre reserva tempo para visitá-lo na Baker Street e envolver-se em suas investigações. No entanto, algumas das aventuras remontam de sua época de solteiro, publicadas somente agora por questões de sigilo.

Foto: Lu Garcia

Títulos do romance:

1. Escândalo na Boêmia;
2. A Liga dos Ruivos;
3. Um Caso de Identidade;
4. O Mistério do Vale Boscombe;
5. Os Cinco Caroços de Laranja;
6. O Homem de Lábio Torcido;
7. A Pedra Azul;
8. A Banda Pintada;
9. O Polegar do Engenheiro;
10. O Nobre Solteiro;
11. A Coroa de Berilos;
12. As Faias Roxas.

Nem todas as histórias são sobre crimes ou fatalidades, algumas são um verdadeiro mistério e até mesmo obscuras e inexplicáveis (exceto para Sherlock Holmes que vê tudo com clareza). Mas não pense que o detetive leva a melhor em todas: Watson narra também os raríssimos casos em que o investigador é derrotado, embora tenha desempenhado seu papel com maestria, cujos culpados dos transtornos são tão espertos quanto seu perseguidor e escapam-lhe por entre os dedos.

Minha Percepção - Histórias curtas são sempre agradáveis de ler, pois os acontecimentos não se arrastam por páginas e páginas, são concisas e diretas, não por isso menos intrigantes ou mal estruturadas. Cada um dos contos tem seu inicio, meio e fim, destacam-se pela particularidade, sem se relacionar um com o outro, são alguns dos casos resolvidos por Holmes, selecionados e compilados por Watson.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

{RESENHA} O Sinal dos Quatro - Arthur Conan Doyle

Holmes está sem casos para investigar e esta situação o faz apelar para o uso de cocaína, pois a droga mantém seu cérebro ativo, ignorando qualquer efeito secundário ou prejudicial. No entanto, o tédio dá lugar a agitação ao receber a visita da senhorita Mary Morstan e ouvir a história que a trouxera até a Baker Street. A moça faz a curiosa narração dos fatos: há 10 anos seu pai, o Capitão Morstan, oficial no regimento da Índia, telegrafou avisando-a de seu retorno à Inglaterra sendo que a correspondência fornecia o endereço do hotel em que ficaria hospedado. Mas Mary nunca viu o Capitão, pois ao chegar no local, fora informada de que o homem saíra na noite anterior e ainda não retornara do passeio. De fato, nunca mais voltou... Curiosamente, quatro anos após o desaparecimento  misterioso de seu pai, ela começa a receber uma linda e lustrosa pérola, rara e valiosa. Uma por ano e sempre na mesma data. 

Foto: Lu Garcia

Mary Morstan decide procurar o detetive somente agora (depois de 6 anos recebendo as jóias) porque, neste mesmo dia, chega-lhe uma correspondência (da mesma pessoa misteriosa que envia as pérolas) pedindo por um encontro e avisando que ela foi lesada... Holmes e seu inseparável companheiro, o Dr. Watson, decidem por acompanhar a senhorita naquele encontro às escuras.

Chegando no local, todos são levados a presença de Tadeu Sholto, um homenzinho de aparência pouco agradável. Tadeu narra-lhes uma história, contada por seu pai, o major Sholto (amigo e do mesmo regimento que Morstan), sobre o Tesouro de Agra. Não só isso: conta-lhes o que ocorreu ao capitão há 10 anos e revela que Mary tem direito a metade do tesouro (parte que pertencia ao seu pai). Assim sendo, os quatro se dirigem a Pondicherry Lodge para acertar os detalhes da divisão com Bartolomeu, irmão gêmeo de Tadeu, no entanto, ao chegarem lá percebem que algo está errado... de fato... Bartolomeu Sholto está morto dentro de seus aposentos cuja porta fora fechada por dentro... e o tesouro... sumiu!

Minha Percepção - Já li esta obra mais de três vezes, inclusive sob o título "O Signo dos Quatro", mas confesso que O Sinal dos Quatro soa melhor. Novamente existem segredos (sim mais do que um) a serem desvendados, são histórias particulares que se cruzam em determinado ponto do passado desencadeando acontecimentos sinistros até chegar ao caso da Srta. Morstan. Certamente que todos os fatos orbitam o Tesouro de Agra, sendo que aos poucos o leitor compreende as barbáries cometidas com o propósito de se apropriar do mesmo.

Neste título, o escritor mostra pela primeira vez os talentos de Sherlock Holmes como um exímio ator, sim você leu corretamente! O detetive precisa recorrer a atuação, ou melhor, ao disfarce, isso porque o companheiro publicou o caso de Jefferson Hope (Um Estudo em Vermelho) colocando em foco a competência de Holmes. Em outras palavras, propagou-se a fama do detetive por Londres e, consequentemente, os criminosos ficaram mais atentos...

Clique aqui para ver Um Estudo em Vermelho.

Fora todas as tragédias e fraquezas humanas há espaço para Sir. Arthur dedicar ao amor. Aqui Watson conhece sua futura esposa. Confesso que achei muito rápido o enlace do casal, quero dizer, não acredito (nem confio) em paixões avassaladoras ou à primeira vista... pois são muito irracionais e um tanto irreais. Ora, como poderei amar alguém que mal conheço? Só pela beleza? Então é superficial! Acho que o autor poderia ter ido mais devagar, começando pelos passeios e jantares, antes de se atirar ao matrimônio, este poderia ter ocorrido em outro livro, por exemplo.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

{RESENHA} Um Estudo em Vermelho - Arthur Conan Doyle

John Watson, oficial médico do Exército britânico, fora baleado na batalha de Maiwand e, conseguindo permissão do governo para se recuperar, decide ir para Londres onde conhece o incomum Sherlock Holmes, um excelente químico com conhecimentos avançados em anatomia, mesmo que não curse e nem tenha a pretensão de se aperfeiçoar em medicina. A curiosidade de Watson aumenta ainda mais quando muda-se para a famosa rua Baker Street com a finalidade de dividir as despesas com Holmes.

Foto: Lu Garcia

Aos olhos do médico, o companheiro possuí hábitos excêntricos e até mesmo exagerados como, por exemplo, fazer longas caminhadas com o propósito de reconhecer a lama correspondente a cada região da cidade ou permanecer no sofá da sala em silêncio por dias inteiros. Além disso, Holmes recebe constantes visitas  de pessoas de todo tipo e classe social sob o título de clientes... Watson entende a situação quando finalmente descobre que o colega é um detetive-consultor.

O detetive recebe uma correspondência de Gregson, investigador da Scotland Yard, relatando que um cadáver, sem sinais de violência, fora encontrado em uma casa abandonada. Juntos, os companheiros partem em busca de respostas que solucionem o enigma. É com muita inteligência, observação e, principalmente, humor que Sherlock Holmes desata cada nó desta história cujo tem seu inicio fatídico há 20 anos em meio a uma comunidade mórmon.

Minha Percepção - O livro é dividido em duas partes, a primeira conta os infortúnios vividos por Watson na guerra, as circunstâncias que o levam a conhecer Holmes até a apresentação do crime. A segunda parte, inicia em um deserto onde um homem está morrendo de fome e sede junto com uma menininha de 5 anos, os dois são salvos por caravanas de pessoas denominadas os Santos dos Últimos Dias. A única condição para o salvamento é que ambos se convertam a esta religião e nunca desobedeçam as ordens dos Quatro Sagrados, mas o despotismo chega a um ponto insuportável e inaceitável e eles desobedecem... é aqui que começamos a compreender o que motivou o assassinato: uma vingança.

Sou suspeita para falar de romances policiais, como os do Sir. Arthur Conan Doyle e de Agatha Christie, por que simplesmente amo este tipo de literatura e, em especial, estes escritores. Um Estudo em Vermelho já li três vezes... É uma narração gostosa de ler, com ortografia perfeita (tanto que em certas partes preciso passar varias vezes a mesma frase para ter certeza que entendi o que ela diz). O autor apresenta-nos um crime enigmático, aparentemente sem solução e lá vem ele, Sherlock Holmes, esfregar na nossa cara a simplicidade da situação... Falando nisso, adoro as partes em que o Watson fica P*** com o exibicionismo do detetive, aliás o médico e ex-combatente representa todos nós que nunca acertamos quem é o culpado pelo crime... E já estava esquecendo de mencionar que nesta obra  o nome do detetive surge pela primeira vez, um personagem que faria tanto sucesso que superaria a fama de seu criador.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

{RESENHA} Harry Potter e as Relíquias da Morte - J. K. Rowling


Harry está prestes a completar 17 anos e sendo maior de idade - no mundo dos bruxos - o feitiço de proteção lançado por sua mãe, quando esta morreu para salvá-lo de Voldemort, perderá o efeito, ou seja, o garoto tornar-se-á alvo ainda mais fácil para os Comensais da Morte. No entanto, existem amigos sempre dispostos a auxiliá-lo, bem como a Ordem da Fênix. Ambos os grupos se unem a fim de transferir o menino e os Dursley para um local seguro. Aqui uma surpresa: Duda mostra preocupação com o destino do primo (situação inesperada e difícil de crer).

Foto: Lu Garcia

Apesar do clima tenso, devido a ascensão do Lorde das Trevas, o Profeta Diário continua em plena atividade tendo Alvo Dumbledore como assunto de suas colunas. Amigos do finado diretor o descrevem como um homem maravilhoso e bondoso, já Rita Skeeter escreve uma bibliografia intitulada A Vida e as Mentiras de Alvo Dumbledore onde o aponta como um vaidoso arrogante e revela que, em sua juventude, era associado a Grindelwald, um bruxo das trevas que perde apenas para Voldemort.

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Diante dessas controvérsias, Harry se sente triste por perceber que pouco conhece sobre o homem em quem confiou cegamente. No fundo, ele está magoado e com raiva por Dumbledore não ter lhe contado sobre seu passado. Embora tenha sido vítima das invencionices de Rita Skeeter, o garoto não sabe no que acreditar e põe o caráter do diretor em dúvida. Será que Alvo Dumbledore o iludira?

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Rony e Hermione não abrem mão de partir com O Eleito em busca das Horcruxes. Dumbledore devia saber que seria assim ou não teria deixado um testamento para o trio: Rony herdou o desiluminador, Hermione um livro de contos infantis e Harry o primeiro pomo capturado pelo garoto além da espada de Godric Gryffindor (cujo está desaparecida). Certo de que estes estranhos objetos os ajudarão na difícil missão deixada por Alvo, Harry percebe o quão obscuro é o seu desfecho, mais ainda ao descobrir que, concomitantemente, seguem as pistas para reunir as três Relíquias da Morte cujo uma delas, ele tem certeza de que já possuí...

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Poções Polissuco, escoltas, perseguições, mortes, fugas invasões, segredos, viagens, Horcruxes, Relíquias da Morte, a revelação de uma verdade... batalhas... tudo isso e mais no sétimo volume da série Harry Potter.

Clique aqui para ver Harry Potter e a Ordem da Fênix.

Minha Percepção - As mortes, antes esporádicas, se tornam rotina. Voldemort toma o Ministério da Magia, analisa a árvore genealógica de todos os bruxos (como se ele possuísse sangue puro... ah tá...), manda os nascidos trouxas (os sangues ruins) para Azkaban, entre tantas outras crueldades e injustiças. Em meio a todo este caos, J. K. Rowling consegue inserir em sua narração momentos mais leves ou felizes (dentro do possível) como o casamento de Gui e Fleur.

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O testamento de Dumbledore me deixou atônita, eu sabia que eram pistas e que essa atitude possuía propósitos, mesmo que não pudesse distingui-los. Na minha opinião a série foi encerada com êxito, exceto por alguns detalhes, quero dizer, achei que faltou algumas conclusões como, por exemplo, se os garotos finalizam os estudos em Hogwarts ou ficam sem formação bruxa. A história simplesmente dá um salto de 19 anos...

De qualquer forma, já estou com saudade dos bruxinhos que conquistaram uma legião de fãs por todo o mundo. Recomendo do primeiro ao último título!

sábado, 16 de julho de 2016

{RESENHA} Harry Potter e o Enigma do Príncipe - J. K. Rowling

O Ministério da Magia finalmente admitiu que Voldemort retornou após flagrar o incidente no Departamento de Mistérios no último ano. Agora as pessoas andam apreensivas e cautelosas, como se algo terrível pudesse lhes acontecer de uma hora para outra. E estão certíssimos! Os jornais bruxos não param de noticiar mortes estranhas e desaparecimentos, além de continuar publicando matérias sobre Harry, desta vez sob o título "O Eleito" e não mais como o pirado mentiroso.


Das muitas novidades em Hogwarts destacam-se as instruções para que os alunos aprendam a aparatar e a contratação de um novo professor, Horácio Slughorn. Adivinha o quê ele vai lecionar? Não, não é Defesa Contra as Artes das Trevas, mas Poções... o que significa... Isso mesmo! Finalmente Snape conseguiu o almejado cargo! Só resta saber se ele merece...

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Foto: Lu Garcia

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A presença de Slughorn na escola é apenas um pretexto de Dumbledore para conseguir dele uma lembrança... que envolve... Você-Sabe-Quem...

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Colares amaldiçoados, bebidas envenenadas e um suspeito livro de poções (que pertence a alguém que se autodenomina "Príncipe Mestiço") são algumas das coisas que Harry Potter e o Enigma do Príncipe nos reserva. Desse modo, Harry esta novamente cercado de situações sinistras: desconfia das atitudes de Draco Malfoy (e ninguém - nem mesmo os amigos - dão créditos às suas suspeitas); torna-se um exímio preparador de poções após seguir as instruções da tal Príncipe; analisa o passado de Tom Ridlle na penseira de Dumbledore; e, de quebra, sai em uma ventura ao lado do sábio diretor.

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Minha Percepção - Assim como alguns outros títulos da série, Harry Potter e o Enigma do Príncipe não começa narrando as desastrosas férias de verão na rua dos Alfeneiros e sim na sala do Ministro dos trouxas em uma reunião com o "outro Ministro", o da Magia. A história fica ainda mais intrigante quando a mãe e a tia de Draco Malfoy procuram Severo Snape para falar sobre uma missão que o Lorde das Trevas incumbiu ao garoto... o professor faz um juramento... comprometendo-se a cuidar e terminar a tarefa, caso o garoto venha a falhar...

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Este livro com certeza é um divisor de águas, pois fiquei realmente confusa e curiosa quanto a lealdade de Snape. De que lado ele de fato está? Qual das organizações está traindo: a Ordem da Fênix ou os Comensais da Morte? Quais são suas intenções, afinal? Só vejo três possibilidades: ou Voldemort se acha o esperto, mas está sendo passado para trás pelo professor, pois ele sabe onde fica a sede da Ordem e não lhe confidenciou; ou Dumbledore confia de mais nas pessoas e não sabe com quem está lidando; Estas duas opções são bem plausíveis, já que Snape é um excelente Oclumente podendo ocultar o que lhe for conveniente... ou ainda, Snape quebrará o Voto Perpétuo e morrerá para proteger a Ordem. Mas será que ele tem tal nobreza de caráter??

quarta-feira, 13 de julho de 2016

{RESENHA} Harry Potter e a Ordem da Fênix - J. K. Rowling

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Embora o Lorde das Trevas tenha retornado, Harry não ouve falar dele ou de suas atividades. O garoto está estranhando o silêncio dos amigos sobre o assunto e sentindo-se irritado com as cartas evasivas do padrinho e, consequentemente, injustiçado por não o informarem sobre os planos de Voldemort. Afinal, fora ele quem esteve cara a cara com o bruxo! Ele testemunhara o assassinato de Cedrico Diggory! Em meio a todos esses pensamentos e duvidas o menino sofre um ataque de dementadores, precisando recorrer a magia para se defender...

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Porém, bruxos menores de idade não podem fazer mágicas fora dos domínios de Hogwarts. Como esta não foi a primeira vez que o Ministério da Magia detecta uso indevido de feitiços no bairro de Harry, o menino é intimado a comparecer em uma audiência que decidirá se ele permanece ou é expulso da escola. Mais mistérios e perguntas sem respostas assolam a mente do garoto quando um grupo de bruxos invade sua casa e o levam para a sede da Ordem da Fênix, uma sociedade secreta fundada por Dumbledore com o objetivo de reunir membros que lutam contra Voldemort.

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Foto: Lu Garcia

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Harry não é o único com problemas, o diretor de Hogwarts também se vê caluniado e desacreditado tanto pelo Ministro da Magia, Cornélio Fudge, quanto pelo jornal da comunidade mágica, o Profeta Diário. Ambos se recusam a acreditar que Você-Sabe-Quem está de volta... Como se tudo isso já não fosse carga mais do que suficiente, uma nova professora de Defesa Contra as Artes das Trevas, Dolores Umbridge, chega metendo o terror na escola, isso porque é uma funcionária do Ministério e exerce também a função de Alta Inquisidora. Déspota é pouco para defini-la: aplica castigos físicos, proíbe alguns alunos de jogar quadribol, demite professores da confiança de Dumbledore, privilegia os que são "dedo-duro", entre outros. Mas sempre com um sorriso amável e meigo no rosto... (e nem mencionei que este ano a turma de Harry precisa estudar pra valer pois deve prestar o N.O.M - Níveis Ordinários em Magia).

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Minha Percepção - Embora a narração se mostre tensa em boa parte dos capítulos não consegui reprimir o riso ao ler alguns dos diálogos (principalmente aqueles em que Harry é debochado e irônico - o problema é que pagou tantas detenções que perdi a conta). Neste volume, o menino está estressado além dos limites, descontando suas frustrações em quem não merece e gritando pra caramba. Claro que entendo os motivos para tal atitude enérgica, pois são tantos acontecimentos estressantes que testam a paciência do guri... eu teria explodido muito antes rsrsrs.

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Gente o que é aquela Dolores Umbridge?? Que mulher desgraçada! A vontade é socar a cara dela todinha, ainda mais quando imaginamos os sorrisos falsos e calmos. E devo dizer que ela não teve o que mereceu, deveria ter sido muito pior... eu somaria a demissão do Ministério (coisa que não ocorreu! A megera continua lá!). Adorei o lado mais leve da McGonagall, principalmente contra a Umbridge e devo acrescentar que o livro não tem um final tão feliz assim: um dos membros da Ordem é assassinado...

terça-feira, 12 de julho de 2016

{RESENHA} Harry Potter e o Cálice de Fogo - J. K. Rowling

Mais do que nunca, Harry quer se ver livre da insuportável família com a qual é obrigado a conviver, desde que se conhece por gente, para ir assistir aos jogos da Copa Mundial de Quadribol com os Weasley. O que ele não imaginava é que haveriam ataques durante o evento...

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Um grupo de bruxos mascarados invade o acampamento colocando fogo em barracas e lançando feitiços sobre uma família de trouxas por pura diversão. E não são bruxos quaisquer, mas um bando muito específico: são os Comensais da Morte - seguidores de Você-Sabe-Quem! Pouco depois o céu exibe um desenho estranho que consiste em um crânio verde e brilhante com uma cobra saindo de sua boca. Mas quem conjuraria a Marca Negra? O sinal do Lorde das Trevas não era visto há 13 anos! Seria este um aviso sobre o retorno do impiedoso Voldemort? Provavelmente sim...
Foto: Lu Garcia
Muitas outras novidades aguardam o jovem bruxo e os inseparáveis amigos - Rony e Hermione - em Hogwarts. Uma delas é a contratação de Alastor Moody (ou Olho-Tonto) como novo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, um homem excêntrico e Auror (caçador de bruxos das trevas) aposentado. A outra noticia é a realização do Torneio Tribruxo, uma competição entre três escolas de magia que não era promovida há 100 anos, o qual é composto por três tarefas que testarão o conhecimento mágico, a coragem e o raciocínio lógico dos escolhidos pelo Cálice de Fogo.
Os alunos inscrevem seus nomes e somente um aluno de cada instituição é selecionado. Além disso, este ano, menores de dezessete anos estão proibidos de participar. No entanto, o Cálice escolhe quatro nomes, entre eles Harry Potter... O garoto não sabe quem colocou seu nome dentro do Cálice de Fogo e simplesmente não pode decidir por não competir, pois trata-se de um contrato mágico: uma vez escolhido deve cumprir todas as tarefas propostas! Isso tem cheiro de armadilha, não acha?

Minha Percepção - O inicio foi completamente diferente neste volume da série o qual não começou na rua dos Alfeneiros, 4, mas em uma casa velha e abandonada em um pequeno povoado. A propriedade pertence a família Riddle, é cheia de histórias e lendas. Sabemos (depois de ler A Câmara Secreta) quem é Tom Riddle, então não fica difícil ligar os pontos...

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Se tratando de Harry Potter, pela primeira vez achei a parte dos Dursley e d'A Toca um pouquinho monótono. Talvez porque não tenha percebido as tramas escondidas atrás de cada diálogo cujo foram reveladas somente no final do livro ou até mesmo certas situações como a Chave de Portal que os Weasley usam para ir até a Copa Mundial de Quadribol, quero dizer, teve um propósito para a escritora relatar sobre isso no inicio da narração! Com certeza é por isso que é uma série de sucesso!

O leitor já está acostumado com as brigas e implicâncias entre Rony e Hermione, mas desta vez é Harry e Rony que ficam chateados um com o outro chegando a romper com os laços de amizade. Neste volume há muitas situações de ciúmes, rejeição e inícios de romance (isso sem mencionar uma jornalista carniceira que vive inventando mentiras no Profeta Diário. Na minha opinião este livro é o ápice da série: após muito se falar do Lorde das Trevas, Voldemort finalmente recupera seus poderes, significando que a comunidade bruxa voltará a viver com medo e desconfiados...

sexta-feira, 8 de julho de 2016

{RESENHA} Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban - J. K. Rowling

Harry esta passando, novamente, as férias de verão na cada dos Dursley (são os únicos parentes que lhe restam). Aliás, os tios o impedem de aproveitar esse período de descanso como também o proíbem de praticar as lições de magia aprendidas em Hogwarts. Não bastando, eles ainda negam ao sobrinho o direito de se comunicar com os amigos esquisitos. Embora não pareça ser possível, os dias do menino pioram demasiadamente com a chegada da tia Guida, irmã de tio Válter, que só faz implicar, debochar e maldizer de Harry. É uma mulher tão asquerosa, mesquinha e com ares de superioridade tais quais ao restante desta família.

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Foto: Lu Garcia
As coisas saem do controle quando Guida começa a insultar os pais de Harry. O garoto se enraivece de tal forma que transforma a mulher em um balão enorme. Confuso e convicto de que será expulso da escola por uso indevido de magia diante de trouxas, o  jovem bruxo foge de casa. Já na rua ele se vê encurralado por um cão negro muito grande quando é resgatado pelo Nôitibus Andante, o transporte para bruxos perdidos.
De volta à Hogwarts, ele ruma em direção a mais aventuras, segredos e tristezas ligadas a um prisioneiro de Azkaban (lugar onde bruxos infratores são detidos) chamado Sirius Black. O homem conseguiu escapar misteriosamente da fortaleza e todos acreditam que ele está atrás de Harry para terminar o que começou há 12 anos... Sirius era um dos melhores amigos de Lílian e Tiago Potter, os pais de Harry, mas isso não o impediu de se aliar a Voldemort e entregá-los a morte. Fora essa ameaça, o menino ainda tem de evitar o contato com os dementadores (carcereiros de Azkaban) cujo se encontram montando guarda nas fronteiras da escola. Eles são criaturas malignas que se alimentam da felicidade de suas vítimas e perturbam o menino mais do que a qualquer outro...
Minha Percepção - O terceiro volume da série Harry Potter apresenta muitas novidades para o leitor, como por exemplo, a existência do Nôitibus, a explicação mais detalhada sobre a prisão dos bruxos, o que são os dementadores. Harry descobre (e nós também) que os Dursley não são sua única família, então porque não podem ficar juntos??

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Finalmente a escola contrata um professor de Defesa Contra as Artes das Trevas que sabe o que está fazendo! Remo Lupin é muito diferente do mau caráter Quirrell e nem um pouco exibicionista ou charlatão como Lockhart, mas guarda um segredo que pode representar perigo não só aos alunos mas para toda Hogwarts...

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Há muitas outras situações inéditas neste livro, como uma revelação sobre Hermione (que anda muito misteriosa este ano), o Mapa do Maroto (uma esboço da escola que mostra as pessoas e onde elas estão naquele exato instante), a verdade por trás da Casa dos Gritos (que todos acreditam ser mal assombrada)... mas se prepare mesmo para a singularidade sobre o Perebas (sim o rato do Rony)!!

quarta-feira, 6 de julho de 2016

{RESENHA} Harry Potter e a Câmara Secreta - J. K. Rowling

Harry está ansioso pelo fim das férias escolares e pelo retorno à Hogwarts. Desde que as atividades do ano letivo se encerraram, ele não vê os melhores amigos - Rony e Hermione - e nem se comunica com eles, uma vez que o tio trouxa o obriga a manter Edwiges (a coruja-correio de Harry) trancada em sua gaiola. A situação fica ainda pior para o jovem bruxo quando um elfo doméstico, Dobby, aparece na residência dos Dursley e arruína um importante jantar de negócios dos mesmos.

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Foto: Lu Garcia
Segundo Dobby, Harry Potter não deve voltar à escola de Magia e Bruxaria este ano, pois há uma trama sórdida maquinada por alguém cujo nome o elfo se recusa a revelar. Como castigo pela confusão, os tios aprisionam o menino gradeando todo o seu quarto e prometendo-o que nunca mais sairá dali. No entanto, Harry tem amigos muitos astutos, leais e travessos que o resgatam em um carro voador.

Clique aqui para ver Harry Potter e o Cálice de Fogo.

Após vários empecilhos, finalmente ele está de volta à Hogwarts e tudo parece dentro do normal. Até que alguns alunos se tornem alvos de algo ou alguém capaz de petrificar suas vítimas. E adivinhe qual bruxo é sempre o primeiro a estar nas cenas dos crimes? Sim! Harry Potter - o suspeito número 1 dos ataques...

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Minha Percepção - Agora que o leitor já sabe como são os Dursley e como Hogwarts funciona, J.K. Rowling nos apresenta um Harry mais maduro como bruxo e mais inseguro como pessoa. Além disso, ela mostra outra face do Lorde das Trevas, Voldemort, contando-nos sobre sua juventude e falta de caráter irremediável. É com muita maestria que a escritora incorpora a cada página os segredos por trás da Câmara Secreta bem como a revelação do que há escondido nela e quais os seus propósitos.

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Este título consegue superar o primeiro, contendo mais segredos e provações que Harry e os amigos inseparáveis pouco a pouco vão desvendando. Aqui surge a questão do preconceito, quando  Draco Malfoy insulta a Hermione chamando-a de "sangue ruim", quando um dos pais - ou ambos - são trouxas. Também são levantadas suspeitas contra o guarda-caça da escola, Hagrid, que sempre teve apreço por monstros... Será que ele fora expulso de Hogwarts há 50 anos por ter aberto a câmara, sendo o responsável por libertar uma terrível criatura, a qual culminou na morte de uma aluna?

Clique aqui para ver Harry Potter e as Relíquias da Morte.

Leia e descubra! Você vai ficar abismado!!

sábado, 2 de julho de 2016

{RESENHA} Harry Potter e a Pedra Filosofal - J. K. Rowling

Certa manhã na rua dos Alfeneiros, nº 4, onde moram os Dursley, o dia se iniciava corriqueiro como de costume, sem sequer sinalizar que situações atípicas viriam a ocorrer dali a pouco, como grupos de pessoas eufóricas vestindo longas capas e chapéus pontudos, infestações de corujas, gatos que pareciam pensar e observar os acontecimentos à sua volta... Ah sim, quem são os Dursley?! Uma família que reúne toda a sorte de defeitos que um ser humano possa ter, entre eles, consideram-se superiores aos demais, são mesquinhos e criam o filho, Duda, como um rei mimado. Os eventos que se seguiram neste dia fatídico teria seu ápice ao anoitecer, tornando realidade o pior pesadelo da família "perfeita": a chegada permanente do pequeno órfão Harry Potter em suas vidas.

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Foto: Lu Garcia
Harry fora deixado na porta da casa dos tios quando ainda era um bebê, por estes serem seus únicos parentes. A verdade é que eles sempre negaram e detestaram os Potter por considerarem que eram gente imprestável e que compactuava com esquisitices. Junto com o sobrinho havia uma carta de Alvo Dumbledore explicando o por quê de sua chegada. Mal sabia o menino que viveria 11 anos em um inferno, sendo mal tratado, humilhado, usando os restos do primo, sem comemorar aniversários, entre outros. Seu destino começa a mudar quando chega um envelope endereçado a ele. No entanto, sua alegria dura pouco, pois os tios o impedem de ler o conteúdo. Atitude em vão, já que a cada dia chegavam mais e mais cartas todas iguais e para Harry.

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Sem sucesso na entrega, Hagrid  leva a correspondência pessoalmente para o menino, revelando-o que ele é um bruxo, assim como seus pais que foram mortos por outro chamado Voldemort; que ele sobreviveu misteriosamente adquirindo a cicatriz na testa em forma de um raio; que há uma vaga esperando por ele na Escola de Magia e Bruxaria Hogwarts. Em princípio, o garoto acredita que os Dursley estão lhe pregando uma peça, mas reconsidera ao lembrar de casos estranhos que lhe ocorreram e para os quais não via explicação.

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Então ele vai para a escola e lá aprende sobre poções, encantamentos e a jogar quadribol - esporte aéreo popular entre os bruxos cujo utiliza quatro bolas e catorze jogadores montados em vassouras. Descobre o valor das amizades sinceras, mete-se em muitas confusões e aventuras que o ensinarão a enfrentar a vida, incluindo a aproximação perigosa e iminente de Voldemort...

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Minha Percepção - A autora começa a narração detalhando minuciosamente como é a família Dursley, assim o leitor consegue imaginar o tormento que será a vida do pobre Harry, além de detestá-los logo de entrada (a menos que você se identifique com a descrição). Eles são um dos piores tipos de pessoas que existem: mentirosos, gananciosos, invejosos, preconceituosos, sem um pingo de generosidade e humildade. Quando você ler, descobrirá que há uma "tia Petúnia" na sua família (desconfio que todos temos, aliás).

Clique aqui para ver Harry Potter e as Relíquias da Morte.

Este primeiro título é o menor volume dentre os sete. Aqui é apresentado ao legente a história de Harry, como fora parar junto aos trouxas (modo como os bruxos se referem a gente comum) e como seus pais morreram. São introduzidas as regras e tradições do mundo da magia e são conhecidas as quatro casas que dividem Hogwarts: Sonserina, Grifinória, Lufa-Lufa e Corvinal.

Já havia assistido todos os filmes antes de finalmente ler a história original e só posso confirmar o que todos sabem, é um sucesso por ser muito bem escrita e estruturada. Além da criatividade de J. K. Rowling, pode-se perceber a excelente retórica presente durante a exposição do livro. Portanto, seria insano de minha parte se não o recomendasse!

domingo, 12 de junho de 2016

{RESENHA} As Crônicas dos Kane: A Sombra da Serpente - Rick Riordan

Sadie e Carter já passaram por muitas situações desde que descobriram a existência dos deuses do Egito Antigo nos tempos atuais e a poderosa descendência  da Casa da Vida. Ambos precisaram superar a ausência do pai, lutar contra forças desconhecidas pela própria sobrevivência, recrutar jovens magos para prepará-los a magia, encarar as desilusões amorosas com firmeza, proteger um ao outro, lidar com a perda de amigos, etc.

Os irmãos sabem que possuir o sangue dos faraós implica em grandes responsabilidades e que a participação deles na restauração do Maat, a ordem do Universo, é de suma importância. Apófis conseguiu se libertar, os magos estão indecisos entre ajudar ou atacar os Kane, os deuses estão cada vez mais fracos e desaparecendo aos poucos, os espíritos dos mortos estão sendo sugados pelas forças do caos e O Livro para Derrotar Apófis fora destruído pela serpente, restando pouca esperança aos irmãos e aos magos da casa do Brooklyn.

Clique aqui para ver O Trono de Fogo.

Foto: Lu Garcia

Eles não podem contar com o deus Rá, cada dia mais decrépito; muito menos com o primeiro nomo, o qual esta enfraquecido porque não recebe mais tantos iniciados como antes e os aprendizes mais velhos estão voltando-se contra a família Kane, unindo-se aos rebeldes que não aceitam Amós como Sacerdote-Leitor Chefe. As opções para deter a serpente são quase nulas e, ainda assim, com nenhuma garantia de sucesso. Será que os jovens heróis conseguirão execrar o Deus do Caos em apenas três dias??

Minha Percepção - Ultimo volume da trilogia, A Sombra da Serpente encerra As Crônicas dos Kane. Na verdade, algo me diz que o Riordan dará mais aventuras ao casal de irmão mais poderosos que a Casa da Vida já viu.

Em geral, esta saga não apresenta muitas surpresas, quero dizer, quando comparado às aventuras de Percy Jackson cujo eram repletas de mistérios e segredos que, quando revelados, espantavam o leitor, deixando-os boquiabertos. Aqui, há apenas uma situação que me deixou tipo "ah!" e foi neste título apenas. De qualquer forma, vale a pena ler porque nos põe a par de muitas informações verídicas, como a crença politeísta dos egípcios, a queda pelo império romano, mitologias variadas, a existência da Casa da Vida nos tempos antigos, etc.

O fato é que já estou morrendo de saudade do sarcasmo da Sadie e seus rolos e confusões com Walt e Anúbis (deus dos funerais); da Wikipédia ambulante, quer dizer do Carter (quando ler a série você vai entender); do pequeno e horroroso Bes; da gata mais leal, Bastet; das viagens ao Duat...

domingo, 5 de junho de 2016

{RESENHA} As Crônicas dos Kane: O Trono de Fogo - Rick Riordan

Sadie e Carter Kane ficaram muito conhecidos no mundo todo após a publicação da primeira transcrição de seus relatos sobre a mitologia egípcia e sobre a Pirâmide Vermelha de Set. A fama possibilitou que os irmãos recrutassem magos espalhados pelo planeta a fim de treiná-los na mansão do Brooklyn e ensiná-los a seguir o caminho dos deuses. Aliás, toda a ajuda será bem vinda para proteger o Maat do que está por vir.


Foto: Lu Garcia

Durante a batalha contra Set e após destruir a Pirâmide Vermelha, Sadie vislumbrou a real ameaça por trás do deus do mal, descobrindo que ele não é o maior de seus problemas, mas sim Apófis, o deus do caos, cujo está acorrentado nas profundezas do Duat há eras. A serpente pretende escapar de sua prisão no equinócio de primavera, engolir o sol e dominar o planeta.

Também neste prazo, os irmãos Kane precisarão despertar o arqui-inimigo de Apófis, Rá - o deus sol. Mas esta não será uma tarefa fácil, pois para tal façanha os jovens magos devem primeiro reunir as três partes do Livro de Rá e recitar o encantamento de forma correta. Detalhe: cada parte do livro fora espalhada pelo mundo e muito bem protegida a fim de evitar que alguém ouse acordar o deus.

Clique aqui para ver A Sombra da Serpente.

Minha Percepção - Parece que o tema "deuses mitológicos" é o forte de Riordan cujo ficou conhecido ao escrever Percy Jackson e os Olimpianos. Autor de duas séries focadas nos deuses do Olimpo, contemplando as personalidades gregas e romanas, chegou a vez da trilogia sobre os deuses do Egito Antigo. Além destes, fora lançada recentemente no Brasil a saga Magnus Chase e os deuses de Asgard o qual aborda a mitologia nórdica.

Assim como no primeiro título, aqui o autor também se refere a saga Percy Jackson quando Carter jura ter visto um cavalo no céu, quem conhece a série sabe que ele está vendo Blackjack, o pégaso alado do Percy. O mais hilário é um comentário sobre a Copa do Mundo quando Set diz acreditar que o Brasil levará a taça. Hahahahahaha se o Riordan soubesse que seria 7 x 1 nem teria mencionado...

sábado, 4 de junho de 2016

{RESENHA} As Crônicas dos Kane: A Pirâmide Vermelha - Rick Riordan

A Pirâmide Vermelha é o primeiro volume da trilogia que narra as crônicas dos irmãos Kane.

Sadie e Carter Kane se veem apenas dois dias por ano - um no inverno, outro no verão - desde a morte da mãe há seis anos. Depois de muitas brigas e disputas judiciais, Sadie ficou sob a tutela dos avós mas, apesar de amá-los, sente falta e até mesmo mágoa do pai, o egiptólogo Dr. Julius Kane. Além disso, ela inveja o irmão por ter o privilégio de conviver com ele. Já Carter deseja tudo o que a irmã possui: o afeto dos avós, uma residência fixa, poder frequentar uma escola de verdade e ter amigos.

Foto: Lu Garcia

Durante uma dessas visitas a filha, Julius leva-os até o British Museum prometendo que "tudo voltará a ser como antes", deixando as crianças confusas. No entanto, o misterioso plano do arqueólogo não sai como planejado e ele acaba  evocando, acidentalmente,  um personagem da mitologia egípcia que o tranca em um caixão, desaparece com o mesmo e provoca uma explosão no museu.

Clique aqui para ver O Trono de Fogo.

O sumiço do pai une os irmãos que, até então, já não tinham mais nada em comum. Ambos constatam que os deuses do Egito Antigo ainda vivem, presos no Duat pelos magos da Casa da Vida, mas que agora estão despertando. O pior deles é Set, o deus do mal, que pretende destruir o mundo como o conhecemos transformando-o em seu reino. Na tentativa de salvar o pai, as crianças descobrirão a verdade sobre seus descendentes e qual é a ligação dos Kane com a Casa da Vida.

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Minha Percepção - As Crônicas dos Kane é composta por três livros assinados por Rick Riordan - o mesmo autor da famosa série Percy Jackson e os Olimpianos. Inclusive, a ideia é bem semelhante: adolescentes que descendem de deuses mitológicos com papel importante na contenção de forças malignas. Neste caso, deuses da mitologia egípcia. A novidade, porém, é a forma em que se dá a narração da aventura. Supostamente, o autor recebeu uma gravação de voz feita pelos irmãos Kane contando cada detalhe da batalha contra Set.

Durante a leitura, há comentários do tipo "devemos evitar Manhattan pois lá é território de outros deuses". Quem leu a saga de Percy Jackson sabe que lá fica o Olimpo e, consequentemente, os deuses gregos.

Enquanto lia, não parava de imaginar as cenas em forma de cartoon. Atrevo-me a sugerir ao Riordan que seria muito interessante e divertido uma série animada dessa saga, além de ser improvável que alguém destrua sua ideia como fizeram no filme O Ladrão de Raios e os demais títulos. Desde que bem feitos, seriam excelentes desenhos com a Sadie e o Carter aprontando mil e uma no Duat, nas Terras Ensolaradas, na Casa da Vida, na própria mansão do Brooklin, no Egito, acompanhados de Khufu, Zia, Amós e os outros personagens incorporados à trilogia pelo autor. Talvez até superasse as aventuras de Jackie Chan com a pequena Jade.