segunda-feira, 21 de novembro de 2016

{RESENHA} Água para Elefantes - Sara Gruen

Jacob Jankowski é um homem de 93 anos de idade (ou 90, nem ele sabe dizer) que vive em uma casa de repouso desde que ficara viúvo. Embora seja bem velhinho, com saúde frágil e debilitada, a chegada de um circo na cidade o faz recordar com nitidez de sua juventude, mais especificamente, da época em que trabalhara em um. Dentre estas lembranças há um segredo cujo nunca fora revelado a ninguém, até o momento...

Foto: Lu Garcia

Aos 23 anos, Jacob está prestes a se tornar um veterinário, basta prestar as últimas provas e ser aprovado. No entanto, seus pais sofrem um acidente fatal de automóvel e esse acontecimento mudará para sempre o curso de sua vida. Desnorteado, ele abandona a faculdade e pula dentro de um trem em movimento. O que ele não sabe é que embarcou no Esquadrão Voador do Circo Irmãos Benzini, O Maior Espetáculo da Terra; onde, mesmo sem diploma, é contratado para cuidar do animais. É em meio a belas apresentações e humilhações constantes por parte dos tiranos Tio Al e August que ele se apaixona duas vezes: primeiro por Marlena, a estrela da trupe, e por Rosie a elefante, aparentemente burra, que fora comprada para salvar o circo da falência.

Minha Percepção - Há muito tempo atrás eu assisti ao filme baseado nesta novela de Sara Gruen, mas confesso que não me recordo com exatidão dele. Mesmo assim, me arrisco a dizer que as partes com o velho Jacob não foram filmadas ou adaptadas para o cinema (se eu estiver errada, por favor me corrijam). De qualquer forma, vou revê-lo para ter certeza disso.

O livro é narrado em primeira pessoa, pelo próprio Jacob, já na sua velhice. Os capítulos são alternados, ora contando sobre o Circo dos Irmãos Benzini, ora relatando o cotidiano em meio a outros idosos, enfermeiras e médicos, bem como as dificuldades da idade já avançada. Então você poderá pensar que a ficção é chata, pois é contada por um "velho gagá". Veementemente, afirmo que não! Na verdade são até engraçadas porque ele fala sobre a forma com que as pessoas mais velhas são tratadas, como se não tivessem vontades ou escolhas. Em suma é um título sem muitas surpresas no decorrer da trama, que flui rapidamente; até que você chega nas páginas finais e se depara com o tal segredo que ele guardou por 70 anos: fiquei boquiaberta! Em seguida, o velhote toma um decisão que me deixou tipo: "Ah Meu Deus"...